Sorte em vendas?

Sorte em vendas?

Sorte. Essa é uma palavra engraçada para vendas. Normalmente quem a usa, não consegue entender por que vende ou por que não vende: é sorte. E, naturalmente, na maioria das vezes, azar.

No mundo das vendas, sorte é uma palavra que deve ser esquecida, pois ela é a muleta do mau vendedor. “Fulano vendeu bem porque teve sorte”, “Eu não vendi bem porque dei azar”, “Esse mês foi bom, aquele mês foi ruim”. Foi-se o tempo. O mercado não tem mais espaço para quem acredita que exista estes argumentos em vendas – aliás, em profissão nenhuma.

Costumo falar nos meus treinamentos e palestras, que um profissional de vendas deve ser tão, ou mais, preparado do que qualquer profissional de qualquer área. Qualquer área. Nada no mercado vive sem venda. Desde uma ideia, até um produto sofisticado: alguém precisa fazê-los chegar ao seu destino. E esse profissional é o vendedor – que também pode ser chamado de consultor, gerente de conta, executivo de vendas, entre outros.

E já que falamos disso, os vendedores começaram a querer mudar o nome de sua própria profissão porque em algum momento da vida alguém disse: “Se não souberes fazer nada, vá vender”. E isso ficou na cabeça de alguns. Entretanto, felizes os que se deram conta que quem consegue desenvolver a técnica e a inteligência de vendas, em qualquer produto, esse profissional sim tem mercado. Se tem crise, precisamos vender. Se tem aquecimento da economia, precisamos vender.

E não adianta ser profissional disto ou daquilo. Nesta hora, precisamos de vendedores. Precisamos de gente que tenha atitude, processo de vendas, inteligência em relacionamento, disciplina e tantas outras coisas que formam o DNA do vendedor, que diferencia o atual profissional de vendas dos antigos modelos de vendedores.

O novo profissional de vendas é aquele que sabe ouvir, que pergunta o que tem que ser perguntado (e, mais uma vez, sabe ouvir). Quantas vezes me deparei com vendedores que perguntam e enquanto o cliente responde, estão pensando na próxima pergunta. Daí, pasmem: perguntam tudo de novo. O novo profissional de vendas ouve, entende, transforma o requerimento do cliente em negócio. Não é difícil. Assim como nenhuma outra profissão é difícil. Mas, tem que se preparar. Vender não é pegar uma pastinha e sair batendo de porta em porta. Não é ficar telefonando sem critério, sem planejamento, sem inteligência.

Vender é saber entender, é saber compreender, é buscar conhecimento.

E sorte… se depois de tudo isso falarmos em sorte de novo, azar é nosso.

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